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quarta-feira, fevereiro 14, 2007

No teu Poema II

A segunda edição de No teu Poema tem um duplo significado.
Quando perguntei à Joana se queria participar, a resposta foi positiva e há umas semanas trouxe-me então este poema, que lhe fora oferecido. Parabéns ao Bruno por lhe ter dedicado este poema, parabéns à Joana por o merecer e dar a conhecer aos olhos e corações curiosos de todos nós. Comemorando-se hoje o Dia de São Valentim, que, consumismo à parte, se consagrou aos apaixonados, este poema não podia vir em melhor altura. Um bom dia aos dois! Que continuem felizes e inspirados. Deixo-vos agora com o poema:

A Vida

A Vida é o dia de hoje
A Vida é a sombra que foge
A Vida é nuvem que voa
A Vida é sonho tão leve
Quase desfaz como a neve
E como fumo se esvai
A Vida dura um momento
Mais leve que um pensamento
A Vida leva-a o vento
A Vida é folha que cai
A Vida é flor na corrente
A Vida é sopro suave
A Vida é estrela cadente
Voa mais leve que a ave
Nuvem que o vento nos ares
Nuvem que o vento nos mares
Uma após outra lançou
A Vida… pena caída
De asa de ave ferida
De vale em vale perdida
A Vida o vento a levou!
A Vida sem ti é sombria
Sem ti não posso viver
Sem ti não tenho alegria
Sem ti prefiro morrer!

João de Deus

O poema da vida da Joana Ferreira, 12º L

quinta-feira, janeiro 11, 2007

No teu poema I

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço.

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa


O poema de Carla Santos, 12º L

No teu Poema

As ideias surgem, por vezes, da forma mais inesperada, sem lhes termos dado muito pensar ou andarmos numa corrida incessante em sua busca. Assim foi, quando ao folhear um jornal num fim-de-semana, me deparei com um pequeno anúncio a uma série de livros com compilações dos poemas preferidos de personalidades do universo nacional. E se, de repente, também nós, na nossa Escola, pudéssemos fazer a nossa colecção virtual dos nossos poemas, os que gostamos, aqueles que mesmo depois de acabadas as aulas de Português ou de Literatura Portuguesa continuam a soar-nos ao ouvido, a chamar-nos nas alturas mais surpreendentes, aqueles em que recorremos em momentos nostálgicos ou apenas porque sim? A partir de hoje, aqui neste cantinho, dedicarei um espaço aos nossos poemas, porque no escrito de cada poeta existe um verso em branco e sem medida, /um corpo que respira, um céu aberto,/ janela debruçada para a vida.* Comecemos então.

* José Luís Tinoco, No teu poema