Das leituras que fiz enquanto aluna do Ensino Básico conta-se uma obra ímpar que me acompanhou ao longo destas décadas. O livro, que me chegou às mão através da minha professora de Português no sétimo ano de escolaridade, deixou-me marcas e a espaços ainda me lembro do tom soturno e profundamente triste de Esteiros, a história de um grupo de garotos que devido às dificuldades e desprotecção social ingressa muito cedo, demasiado cedo, no mundo laboral. A obra é um marco no neo-realismo português e uma denúncia das situações precárias daquele grupo de crianças e que não tiveram o tempo pleno de uma infância doce. O autor de Esteiros, Soeiro Pereira Gomes, faria ontem, dia 14 de Abril, cem anos. Aqui fica a homenagem singela.
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