Os artistas não morrem. Ouçamos para homenagear.
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sábado, dezembro 17, 2011
sábado, julho 23, 2011
Feminino e intemporal
A voz inversamente proporcional à figura excessivamente magra, o cabelo armado com um penteado a que Nicolau Tolentino não ficaria indiferente, beehive, chamam-lhe, Karl Lagerfeld já o lhe teceu comentários elogiosos, considerando-a um ícone do estilo, o corpo esquálido enfiado num vestido que habitualmente lhe sobra, as pernas esguias e finas sobre sapatos de salto alto e a sensação de que os passos sobre os saltos são tão instáveis e periclitantes como o caminho que vai trilhando pela vida pessoal e profissional. E de Amy Winehouse já muito se disse, ou não nos brindasse a estrela que se teme subitamente cadente, com uma verdadeira novela em torno da sua vida pessoal, um enredo trágico prenhe de drogas e álcool, escândalos e amores sofridos, destemperos e hedonismos, conflitos familiares e problemas conjugais que se fundem e forjam as letras de que são feitas as suas canções, particularmente em Back to Black, o segundo trabalho que lhe valeu seis nomeações para os Grammys e que lhe fez arrecadar cinco. Recentemente a sua figura consta entre os notáveis do Museu de Cera mais famoso do mundo, o Madame Tussaud’s em Londres e em Maio último viu a letra de Love is a losing game ser objecto de análise nos exames de Cambridge. Muito, portanto, para uma mulher de apenas 24 anos. Com cinco milhões de cópias, apenas do último CD, vendidas em todo o mundo e um sucesso retumbante e ascensão meteórica, a frágil e jovem diva espalha e desperdiça o talento e divide o mundo entre críticos e solidários, puritanos e admiradores, uma panóplia de adivinhadores da desgraça tal como acontece no site em que são feitas previsões sobre a morte da cantora e uma imensidão de vaticinadores do infortúnio. Amy é tudo menos consenso e se consenso se lhe aplica tem lugar num único ponto: o talento de que a belíssima voz é parte imprescindível. Esqueçamos então a figura controversa, a imagem da mulher desalinhada e desesperada que exibe em palco a tragédia da sua própria vida, patética e decadente, e ouçamos apenas a voz portentosa. Esqueçamos também o seu percurso pessoal e ouçamos o que tem para nos dizer. Love is a losing game, por exemplo, é um hino às adversidades do amor, Back to black, o lamento da perda e do amor infeliz, Wake up alone, a solidão que se abate como o sol poente no quotidiano, Tears dry on their own, um tema perfeito para as mulheres que já experimentaram as lágrimas secar por si, muitas de nós, acredito. Há mais em Amy do que apenas Amy. Existe um sentimento muito feminino, intemporal e transversal de perda, solidão e rejeição. Quanto de nós não é Amy também?Crónica escrita há uns anos e republicada hoje em jeito de homenagem a Amy Winehouse que nos deixou hoje.
quarta-feira, março 23, 2011
domingo, fevereiro 27, 2011
Moacyr Scliar
O escritor gaúcho Moacyr Scliar deixou hoje de luto as letras brasileiras e a literatura de expressão portuguesa. Quando os escritores nos deixam, ficam as obras, mas permancerá o vazio de não haver mais livros por aquela mão. Universos que se apagam.
Notícia da morte de Moacyr Scliar e site do escritor
quinta-feira, dezembro 16, 2010
sexta-feira, julho 30, 2010
sexta-feira, junho 18, 2010
quinta-feira, junho 03, 2010
terça-feira, fevereiro 02, 2010
terça-feira, julho 21, 2009
Frank McCourt
You’re on your own in the classroom, one man or woman facing five classes everyday, five classes of teenagers. One unit of energy against one hundred and seventy-five units of energy, one hundred and seventy-five ticking bombs, and you have to find ways of saving your own life. They may like you, they may even love you, but they are young and it is the business of the young to push the old off the planet.
Frank McCourt, Teacher Man
terça-feira, abril 14, 2009
José Franco
Partiu hoje, aos 89 anos, o Mestre José Franco. Dono de um talento incomparável espalhou a alegria a todos os que visitavam e visitam a sua Aldeia Típica, no Sobreiro. Imagem daqui
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Alçada Baptista

A notícia já não é nova mas não podemos deixar de assinalar aqui a partida de António Alçada Baptista. Jornalista e escritor, homem de afectos, "escritor de afectos" como gostava de se intitular, partiu no Domingo, dia 7 de Dezembro, aos 81 anos. Deixa muitos livros e a saudade de quem privou com o escritor. Aqui resta-nos a homenagem possível, a melhor que se pode fazer a um escritor, o desejo que a sua obra seja sempre lida. Até sempre.
Imagem: daqui
terça-feira, outubro 07, 2008
Dinis Machado

Dinis Machado, um dos mais emblemáticos escritores do século XX, deixou-nos no passado dia três. Leiamos a sua obra, a melhor maneira de homenagear um escritor.
Imagem © rabiscos vieira
sábado, setembro 27, 2008
domingo, maio 18, 2008
Zélia Gattai

Mais conhecida como a mulher de Jorge Amado, Zélia Gattai publicou também livros e deixa saudade com a sua partida.
Morreu ontem aos 91 anos em Salvador.
Imagem daqui
segunda-feira, março 03, 2008
Maria Gabriela Llansol
A literatura ficou mais pobre com a partida da escritora Maria Gabriela Llansol, hoje aos setenta e seta anos. Leiamos os seus livros em sua memória e na celebração da literatura.
Notícia aqui
segunda-feira, janeiro 07, 2008
sábado, agosto 25, 2007
E a cultura mais pobre
segunda-feira, novembro 27, 2006
Ad Memoriam
Em todas as ruas te encontroem todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
Mário Cesariny
Lisboa, 1923 - 2006
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