sexta-feira, dezembro 14, 2007

Norwegian Christmas

You can say that the Christmas in Norway starts at the first of December. Because that’s when we start the “countdown” to the 24th of December, we start to decorate the streets with Christmas trees and Christmas decorations. We also start to bake Christmas cookies, hang up the Christmas calendar (a special calendar that starts at the 1st of December and counts down to the 24th of December, and every day you have to open the calendar and there you get a little gift, usually chocolate or candy). Also almost all of the TV canals start to send Christmas cartoons.
Then at the 23 of December the whole family is usually together, and we decorate the Christmas tree, and put all the presents under it.
Then on the 24th of December, we celebrate Christmas. We usually start the day by going to church (not everybody does that) and then go home and watch Christmas cartoons, and eat the candy from our Christmas stockings. At lunch it’s normal to eat a traditional Norwegian porridge. And we sometimes have a little game that is called “find the almond in the porridge”. We put only one almond in the porridge before serving the porridge, and then the person who get’s the almond in the porridge, wins a marzipan pig. It’s kind of an old tradition, so not many people really know why we do this.
Then at around 6 o’clock we have the traditional Christmas dinner, it usually consist of salted and dried rib of mutton, potatoes, sausages, mashed potatoes, and foxberry jam.
Then after the dinner we open all the presents, and then we have dessert. And the rest of the evening we have fun, enjoying the company of our family, and maybe watch a little bit TV. (it’s always a lot of Christmas cartoons and series on TV at Christmas, and a lot of them are series they send every Christmas, so it is kind of a tradition to watch some of them).


Ingvild Slevolden, 12º A, aluna do Programa Intercultura

O Natal do Brasil

O Natal do Brasil é diferente do de Portugal por razões variadas:
• no Brasil é verão;
• a noite toda é festa;
• a comida é variada com churrasco, maionese e arroz branco e com frutos secos que não podem faltar;
• há uma mesa com frutas variadas e decoradas: mamão, melancia, etc.;
O Natal no Brasil é uma época do ano que representa alegria e muita festa.
Na noite do dia 24 de Dezembro há muita alegria. O calor é motivo de grandes celebrações em todo o lado, em casa, na rua ou em casa dos amigos.
Os pratos principais são o churrasco e maionese (uma salada parecida com a salada russa). Come-se também pavê e panettone que é o bolo típico do Natal, muito parecido com o bolo-rei, e que não pode faltar na noite de Natal e na passagem de ano. À meia-noite há troca de prendas, como em Portugal, e depois continua-se com as danças. A festa continua até amanhecer.
Como se pode ver, o clima é o principal motivo de festa no Brasil, pois podemos escolher lugares ao ar livre, ao contrário de Portugal que, nesta época do ano, está muito frio e toda a gente está dentro de casa.
Mas, apesar de todas as diferenças, acreditamos nas mesmas coisas, o que torna o Natal parecido no sentido espiritual. É um período que tem como objectivo unir as famílias e os amigos.

Glicyan Lima, 12º G

Natal

Para confirmar o que é o Natal
Consultei há dias o dicionário
E lá estava… o que eu já sabia
É a festa do nascimento do filho de Maria
Que mais tarde… foi para o calvário.

Natal para mim… é família
É partilha… união… solidariedade
É olhar todas as crianças com Amor
É não ficar indiferente à dor
É dar as mãos aos de mais idade.

É não pensar só em si
É ter no outro… um irmão
É estar sempre inquieto
Enquanto houver alguém por perto
Que necessite de Pão.

E o Pão… não é só alimento
Não é só estômago aconchegado
É não estar só neste Mundo
É olhar p’ra dentro bem no fundo
É ser-se melhor … que no passado.

Mas Natal… também é esperança
É ternura… é sonho… é fé
Poderá ser ainda encanto e magia
Se acreditarmos no filho de Maria
E no Homem… que foi José…


Maria Lucinda F. Gomes Silva Santos, Auxiliar de Acção Educativa

Natal na Moldávia

A República da Moldávia tem as suas tradições muito variadas, ricas e originais, as mais interessantes são relativas aos feriados de Inverno.
Na Moldávia, os ortodoxos reúnem-se para celebrar o dia de Natal no dia 7 de Janeiro, enquanto os católicos celebram o Nascimento de Cristo nos dias 24-25 de Dezembro. No dia 7 de Janeiro fazemos um jantar diferente, trocando presentes entre as pessoas mais queridas e mais próximas da família. A árvore de Natal, que simboliza para nós a vida e saúde, também está presente nas casas. Normalmente é uma árvore natural.
Na noite do Fim do Ano, no dia 31 de Dezembro, reúne-se, por fim, toda a família e os amigos para comemorar a passagem do Ano. Nesta noite temos uma tradição especial onde as crianças andam nas casas das pessoas (vizinhos) a cantar "pluguşorul", o canto especial para Ano Novo a desejar às pessoas muita saúde e felicidades para o ano novo que está a chegar, às vezes usando a campainha e, em troca, recebendo doces e dinheiro.
Também temos o Avô Gelo (Moş Crăciun), que simboliza o Inverno e a velhice do ano que está a acabar. É ele que "deixa" os presentes para todos membros da família, com especial atenção as crianças. Há pessoas que se vestem de Avô Gelo. À meia-noite há fogo de artifício e as pessoas brindam ao Ano Novo.
O Ano Novo e o Natal são muito diferentes na Moldávia. Faz muito frio, chega aos 25-30° abaixo de zero, e fica tudo branquinho por causa da neve.
Como há muitos moldavos em Portugal e como estão a habituar-se a uma cultura diferente, passam cá dois Natais: um Natal português e outro moldavo.


Cristina Martnos
12º I

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Boas notícias

Hoje, depois de década e meia de contenda entre a autarquia e o patrono da nossa Escola, José Saramago, o executivo da Câmara aprovou, por unanimidade, a atribuição da Medalha de Mérito Municipal ao escritor. Aqui no De Mês em Quando comemora-se mais uma vez a literatura!

Livros, claro!

E agora que o Natal se aproxima vertiginosamente de nada adiantará dizer que, infelizmente, a festividade se veste com todas as cores do consumismo. É uma verdade, mas um lugar-comum também, tão comum que poucos pararão para pensar e continuarão a fazer compras desmesuradamente, comendo além do razoável e praticando alguns excessos que nada têm a ver com o espírito cristão da época mas que tudo têm a ver com a prática que se foi instituindo ao longo do tempo.
Cá no De Mês em Quando, o Natal é sóbrio, sem excessos, mas obviamente não ficamos de fora e, portanto, aqui vimos fazer sugestões de presentes. E qual será o melhor presente nesta época? Livros, claro. Os livros não se esgotam numa leitura, não passam de moda, são um belíssimo antídoto para a solidão, uma maneira óptima de crescermos, viajarmos, aprendermos e, claro, de nos divertirmos também. É certo que o preço dos livros é o seu único senão. Estão caros, não há qualquer dúvida, mas se pensarmos que o podemos ler uma vez, deixar o pai ou mãe, um irmão ou uma irmã, fazê-lo também, a seguir emprestá-lo a um amigo ou amiga ou colega de escola para depois, se assim o entendermos, a ele voltar, o investimento compensa. O prazer imenso que um livro nos dá compensa logo à partida, já se sabe. Pensem nisto. Um livro é para sempre.

Boca do Inferno, por exemplo

Na sequência do post anterior, aqui uma das minhas sugestões e que estou certa agradará a muitos. Sou fiel seguidora das crónicas do Ricardo Araújo Pereira, sobejamante conhecido como um dos integrantes dos Gato Fedorento, na revista "Visão". Todas as quintas-feiras procuro avidamente a última página da revista e deleito-me com o humor e sarcasmo das crónicas. Os temas variam. Ora sobre o quotidiano ora sobre assuntos políticos da actualidade nacional ou internacional ou sobre futebol, as crónicas provocam sempre umas gargalhadas sonoras, um ingrediente fundamental para um quotidiano mais saudável e risonho. Agora as crónicas passadas encontram-se compiladas num só volume. O livro tem o título da crónica semanal Boca do Inferno e a edição é da Tinta da China. Se quiserem ler um bocadinho antes de se decidirem pela compra do livro, podem espreitar aqui.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Nikolaustag

ou seja Dia de São Nicolau. Na Alemanha, Áustria, Suiça e na Holanda hoje é o dia dedicado a este santo. Da história sabe-se que São Nicolau viveu no século IV, em Myra, na Antália, uma cidade da Anatólia, território pertencente hoje à Turquia, provinha de famílias abastadas e que se dedicou a ajudar os pobres. A lenda vai mais longe e conta que São Nicolau terá salvo abnegadamente três jovens mulheres de uma vida de mágoa, sacrifício e sofrimento. Do mito e da realidade nasceu o costume e o hábito de dedicar este dia às crianças. Espera-se que São Nicolau faça uma visita às crianças na noite de 5 para 6 de Dezembro. Se se portaram bem durante o ano, São Nicolau encarregar-se-á de as compensar e deixa-lhes nas botas, que as crianças colocaram para o efeito à porta do quarto, guloseimas. Mas nem tudo são rosas e se se portaram mal, Ruprecht, o ajudante de São Nicolau trata de as castigar, deixando, às vezes, um pau no lugar das esperadas guloseimas.
As semelhanças entre o Pai Natal dos tempos modernos e o São Nicolau são algumas: ambos se vestem de vermelho, são amigos das crianças e correm de casa a casa distribuindo alegria e presentes. Não obstante, cada um tem o seu lugar nas festividades de Natal que se aproxima e, nos países mencionados, hoje é um dia de grande alegria.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Texto procura-se

O dia para trás das costas finalmente, o caminho tranquilo na direcção do ocaso laranja, uma tarja de mar inesperada no equinócio de Inverno iminente, o ziguezaguear pelas ruas da aldeia e, de repente, eis que me salta um texto ao caminho, pequeno é certo, as primeiras três palavras apenas, mas era um texto. Reconheci-o pela forma inesperada com que me surpreendeu. Sem aviso. Os textos não primam pela deferência. Aparecem sem se anunciar e saltam-me ao caminho em alturas pouco oportunas. Os textos fazem-me isto muitas vezes. Depois de passar as hortênsias do lado esquerdo, recompus a frase inicial, juntei-lhe mais uma palavra, agora com vírgulas a separar e, antes de chegar aos penachos do lado direito, já lhe tinha acrescentado um outro substantivo, características, talvez ou particularidades. Pisca para a esquerda, o ocaso alaranjado, viro à esquerda. Quando passei o chorão do lado direito ainda o sentia preso na imaginação, bem agarrado, como quando se segura um pássaro nas mãos, as asas em linha recta com o corpo distendido ao ritmo da respiração. Estava vivo, portanto. Chego a casa. Abandono-me ao ritmo que largo os livros me cima da mesa. Um suspiro profundo a recompor-me do dia e o texto soltou-se-me à primeira distracção. Ainda tentei agarrá-lo mas quando lhe deitei mão tinha-se libertado pela porta da sala entreaberta contra o crepúsculo lá fora. E foi assim que fiquei sem ele, esse tal texto que tinha na mão e em mim, esse que leriam agora caso não fosse tão rebelde e não me tivesse fintado ao pôr-do-sol.

Imagem daqui

sexta-feira, novembro 23, 2007

Buy Nothing Day

Comemora-se hoje nos Estados Unidos da América e amanhã em todo o mundo o Buy Nothing Day, que numa tradução livre, significa Dia de não comprar. Nestes dias, o apelo está contido na própria designação do dia: não comprar nada é o lema. Não comprar nada parece uma proibição Não faças, não digas, não compres, mas proibições à parte, o objectivo principal é alertar as consciências para o ímpeto consumista, que, do ponto de vista da protecção do ambiente, é um passo mais para a destruição dos recursos e uma fonte inesgotável de lixo e desperdício.
Longe das preocupações ambientais, fundamentais para uma atitude responsável face ao mundo em que vivemos, a preocupação centra-se no descontrolo consumista, à mercê do estado espírito e que, para além da satisfação imediata no acto de comprar em estados de espírito sombrios ou crepusculares, nada mais traz. Este impulso foi já considerado como uma desordem passível de ser tratada com fármacos específicos para reduzir a pulsão.
O Buy Nothing Day levanta uma outra questão interessante: e se hoje, em vez de acorrermos aos centros comerciais e lojas, descobríssemos uma forma alternativa de passar o tempo, longe do consumismo? A leitura, por exemplo, ou dar um passeio com os amigos. O mundo inteiro está recheado de alternativas bem mais profícuas e enriquecedoras do que nos encafuarmos em lojas, à procura daquela peça que naquele momento nos parece a melhor, a mais bonita, a absolutamente necessária, mas que, uma vez chegados a casa, não é mais do que apenas mais uma.
Se pensarmos que o Natal está aí à porta e que se tornou por excelência uma época de consumismo desenfreado, destituído de significado, esta será uma óptima altura para pensarmos um pouco mais e reduzirmos os gastos desnecessários. Os comerciantes não gostarão certamente, mas o ambiente e a carteira compreenderão. E se já compraste alguma coisa hoje, lembra-te que a felicidade é grátis e de que não depende do que compramos.


Mais sobre o Buy Nothing Day.

Imagem daqui

quinta-feira, novembro 22, 2007

Sistema operativo

25 anos do Memorial do Convento

No passado dia 17 passaram 25 anos sobre a primeira edição do Memorial do Covento. A data foi comemorada com um colóquio no Palácio Nacional de Mafra. Inicialmente estava prevista a presença de José Saramago, mas por motivo de doença não pode comparecer. O colóquio foi composto por várias palestras, alusivas à época histórica em que decorre o romance, bem como sobre o própio romance. As palestras decorreram numa das salas mais belas e envolventes do Palácio, a Biblioteca e, para muitos, esta comemoração não atingiu o seu auge, uma vez que o escritor não esteve presente. Com ou sem Saramago, foi um momento grande em que se homenageou a literatura portuguesa e uma das suas obras mais emblemáticas.

17 de Novembro 1982 - 17 de Novembro 2007

sexta-feira, novembro 16, 2007

85 anos

Parabéns, Saramago!


José Saramago completa hoje 85 anos de vida, mais de quatro décadas dedicadas à escrita, um Prémio Nobel, entre outros galardões, e muito romances para deleite dos amantes de literatura. Hoje é portanto uma data grande não só para o homem mas para o escritor, maior que o homem, e que ficará para sempre inscrito na história deste país e na história da nossa escola. E, porque no De Mês em Quando estamos atentos, aqui ficam os votos sinceros na passagem de mais um marco. Parabéns, José Saramago!

quinta-feira, novembro 15, 2007

Festival de Literatura Irlandesa

Começou ontem, em Lisboa, o Festival de Literatura Irlandesa. A iniciativa, a cargo da Casa Fernando Pessoa, da Fauldade de Letras de Lisboa e da Sociedade Guilherme Coussoul, tem como objectivo não só uma homenagem às letras irlandesas mas também dar testemunho das influências nas diferentes artes em Portugal. O Festival conta com a participação de escritores e claro, leitores, sem os quais a literatura não tem razão de ser, em debates e encontros. A entrada é grátis.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Maioridade

João Ubaldo Ribeiro, 66 anos, brasileiro, natural de Itaparica, escritor, membro da Academia Brasileira de Letras. Wladimir Kaminer, 40 anos, russo, natural de Moscovo, escritor, jornalista, animador de rádio, fundador da Russendisko. Embora vinte e dois anos de vida e um continente apartado pelo Atlântico os separem, estes dois homens partilham entre si, além do labor da escrita, uma mesma cidade. Não há evidência de que alguma vez se tenham encontrado, desconhece-se se algum dia se terão cruzado na Ku´ damm ou em qualquer outra rua da urbe mais emblemática do século XX. E, mesmo sem se saber o seu paradeiro durante o longínquo ano de 1990, altura em que ambos partilharam a cidade, Berlim une os dois escritores. Assim conta a história de João Ubaldo Ribeiro, que a convite do DAAD passa quinze meses em Berlim e que a partir da sua vivência na cidade e do confronto com uma realidade que o esperava com todos os estereótipos do brasileiro da Amazónia, escreve um livro delicioso, cheio de humor e peripécias narrando as aventuras desses quinze meses em território germânico. Enquanto isso, Wladimir Kaminer, recém-chegado da Rússia politicamente em escombros e socialmente desvalida, talvez habitando já no Schönhauser Allee, também o título de um dos seus livros iniciais, vive Berlim de forma tão intensa e estranha quanto Ubaldo Ribeiro. O mesmo olhar de fora, crítico, irónico, sarcástico, focado na cidade em pleno processo de mudança, engalanada com todas as cores da liberdade, exuberante na esperançada transmutação.
João Ubaldo Ribeiro regressa ao Brasil, para trás a experiência de Berlim e a rua Storkwinkel, a morada berlinense que admite ter-lhe deixado saudades, e brindou-nos com um belíssimo livro, breve, mas prenhe das impressões de um brasileiro em Berlim e que acabaria por emprestar o título à obra.
Kaminer ficou. Berlim torna-se, entretanto, o cadinho fervilhante de que são feitos quase todos os seus livros. Kaminer assume-se como não berlinense no único livro que dedica abertamente à cidade, Ich bin kein Berliner, a paródia evidente a uma das afirmações mais simbólicas do século passado. A dúvida persiste, no entanto, e para saber fica, se este estatuto de forasteiro serve à escrita, à figura pública do escritor ou ao real sentimento de inadaptação que provou ser um dos ingredientes imprescindíveis e de sucesso nas obras de Kaminer, mais ainda se pensarmos que tem intenções de candidatar-se a Burgomestre da cidade.
E Berlim não é cidade mãe, materna e acolhedora. Não tem regaço nem colo. Não nos canta canções de embalar nos crepúsculos agitados. Berlim é o oposto da mãe: dispersa, áspera, desigual, imensa e indiferente. Em Berlim podemos ser anónimos eternamente, um entre muitos na multidão frenética, multicolor, multicultural, lançados à mercê dos humores da sua altivez e intensidade que congrega a ironia e contradição dos acontecimentos históricos e sociais mais transformadores da Europa do século XX. E duma cidade assim, a história inscrita em cada pedra e a espreitar a cada esquina, só podiam brotar muitos livros, possíveis pela comunhão com a cidade que 9 de Novembro de 1989 permitiu.

foto daqui

sexta-feira, novembro 02, 2007

Pão-por-deus

No dia de Pão-por-deus as portas de minha casa escancaram-se, um prolongamento evidente da alma risonha e desvelada. Espreito-os pela janela, depois do chilrear que habitualmente os denuncia. Descem a rua e encaminham-se decididos para a minha porta. Tocam à campainha. Abro-lhes a porta, dizem ao que vêm e, de saco aberto, pregam os olhos vivos e iluminados na mesa colorida com recipientes vários: rebuçados, chupa-chupas, moedas de chocolate e gomas. No olhar o sentido de justiça infantil e com ele escrutinam quantas moedas a um e a outro, quantos chupas e se todos levam em igual quantidade de cada uma das guloseimas ao dispor. De ano para ano o crescimento evidente. Alguns dispensaram, entretanto, a vigilância familiar e regressam mais confiantes à procura das moedas de chocolate ou das bolinhas, imprescindíveis neste dia de alma iluminada. Um beijo, uma festa na cabeça, agradecem felizes, com os sacos tilintando e os sorrisos inestimáveis. Até para o ano.