Porto - Portugal
quinta-feira, janeiro 17, 2008
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Livros com pernas

E como é que tudo funciona? É simples. Para melhor se entender, toca de aceder ao site de apoio em português aqui, assim será mais fácil compreender as siglas, a dinâmica do movimento, descarregar etiquetas, saber quando e onde há encontros e muito mais informações. O site de apoio, além de estar muito bem organizado e ter um grafismo atraente, proporciona-nos um encontro facilitado sem a barreira da língua inglesa. Depois impõe-se uma visita ao sítio internacional do BookCrossing, faz-se um registo com um endereço de correio electrónico, registam-se os livros no sítio, ganhando cada um deles o número de identificação a partir do qual vai ser possível acompanhar o percurso e viagem do livro e depois, libertam-se, emprestam-se, partilham-se. A partir de agora, há que tomar atenção, muita atenção, nunca se sabe se não vamos encontrar um livro à solta...
segunda-feira, janeiro 07, 2008
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Receita de Leitura (3)
Dose de AmostraDei então por mim a conversar com o cão, sempre que estávamos sós. Digo bem: conversar. Porque se ele nunca chegava, como pretendia, à enunciação, não tenho dúvida de que compreendia a humana fala. Pelo menos a nossa. Falava-lhe das caçadas que podíamos ter feito e não fizemos. Tentei explicar-lhe a magia da pesca, mas isso foi coisa que ele nunca aceitou. Quando voltei a caçar, normalmente na companhia do meu filho do meio, contava-lhe as proezas de cada um. Também lhe falava de versos, é verdade,como às vezes não tinha ninguém a quem ler de imediato um poema acabado de escrever, lia-o ao cão. Ele gostava. Não sei se do poema. Mas de que lho lesse. Ou do ritmo, do som, fosse do que fosse. Não que uivasse como com a música de Albeniz. Mas creio que ele também gostava da música da poesia, da alquimia do verso, da litania e da celebração mágica que todo o poema é. Algo que os bichos talvez entendam melhor do que os especialistas de literatura.
Manuel Alegre, (2002), Cão como Nós, Lisboa, Caminho.
Cão como Nós de Manuel Alegre é uma novela sobre um cão, Kurika de seu nome, que fez parte integrante da família Alegre durante muito tempo e que, ao partir, deixou saudades profundas e este pequeno livro escrito pela mestria e sensibilidade do autor.
Indicações
Este livro está indicado para os devotos incondicionais de animais, especialmente de cães. Indivíduos com gosto por leituras breves mas carregadas de sensibilidade observaram significativas melhoras com a leitura deste livro. Está indicado para quem quiser conhecer uma outra faceta do autor, longe da poesia e do romance e quem tiver curiosidade sobre as vidas quotidianas do(s) escritor(es).
Precauções
Indivíduos obcecados por estereótipos em busca de um tratado sobre o comportamento canino devem ler este livro com muitas reservas, uma vez que no composto activo está presente um cão atípico, desobediente, e com manias de humano. Podem verificar-se pontualmente episódios de tristeza. Descontinue a leitura imediatamente, caso comece a chamar pelo Kurika, a esperá-lo pela calada da noite ou a deixar-lhe uma tigela com água. Podem ocorrer ocasionalmente ataques súbitos de carinho e ter vontade de se agarrarao pescoço dos caninos.
Posologia
Não foram reportados efeitos de sobredosagem. A leitura continuada potencia os efeitos positivos e uma segunda ou terceira leitura prolonga o bem-estar e estimula a imaginação.
Bom ano
segunda-feira, dezembro 24, 2007
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Uma Escola, muitas culturas
Norwegian Christmas
Then at the 23 of December the whole family is usually together, and we decorate the Christmas tree, and put all the presents under it.
Then on the 24th of December, we celebrate Christmas. We usually start the day by going to church (not everybody does that) and then go home and watch Christmas cartoons, and eat the candy from our Christmas stockings. At lunch it’s normal to eat a traditional Norwegian porridge. And we sometimes have a little game that is called “find the almond in the porridge”. We put only one almond in the porridge before serving the porridge, and then the person who get’s the almond in the porridge, wins a marzipan pig. It’s kind of an old tradition, so not many people really know why we do this.
Then at around 6 o’clock we have the traditional Christmas dinner, it usually consist of salted and dried rib of mutton, potatoes, sausages, mashed potatoes, and foxberry jam.
Then after the dinner we open all the presents, and then we have dessert. And the rest of the evening we have fun, enjoying the company of our family, and maybe watch a little bit TV. (it’s always a lot of Christmas cartoons and series on TV at Christmas, and a lot of them are series they send every Christmas, so it is kind of a tradition to watch some of them).
Ingvild Slevolden, 12º A, aluna do Programa InterculturaO Natal do Brasil
O Natal do Brasil é diferente do de Portugal por razões variadas:• no Brasil é verão;
• a noite toda é festa;
• a comida é variada com churrasco, maionese e arroz branco e com frutos secos que não podem faltar;
• há uma mesa com frutas variadas e decoradas: mamão, melancia, etc.;
O Natal no Brasil é uma época do ano que representa alegria e muita festa.
Na noite do dia 24 de Dezembro há muita alegria. O calor é motivo de grandes celebrações em todo o lado, em casa, na rua ou em casa dos amigos.
Os pratos principais são o churrasco e maionese (uma salada parecida com a salada russa). Come-se também pavê e panettone que é o bolo típico do Natal, muito parecido com o bolo-rei, e que não pode faltar na noite de Natal e na passagem de ano. À meia-noite há troca de prendas, como em Portugal, e depois continua-se com as danças. A festa continua até amanhecer.
Como se pode ver, o clima é o principal motivo de festa no Brasil, pois podemos escolher lugares ao ar livre, ao contrário de Portugal que, nesta época do ano, está muito frio e toda a gente está dentro de casa.
Mas, apesar de todas as diferenças, acreditamos nas mesmas coisas, o que torna o Natal parecido no sentido espiritual. É um período que tem como objectivo unir as famílias e os amigos.
Glicyan Lima, 12º G
Natal
Consultei há dias o dicionário
E lá estava… o que eu já sabia
É a festa do nascimento do filho de Maria
Que mais tarde… foi para o calvário.
Natal para mim… é família
É partilha… união… solidariedade
É olhar todas as crianças com Amor
É não ficar indiferente à dor
É dar as mãos aos de mais idade.
É não pensar só em si
É ter no outro… um irmão
É estar sempre inquieto
Enquanto houver alguém por perto
Que necessite de Pão.
E o Pão… não é só alimento
Não é só estômago aconchegado
É não estar só neste Mundo
É olhar p’ra dentro bem no fundo
É ser-se melhor … que no passado.
Mas Natal… também é esperança
É ternura… é sonho… é fé
Poderá ser ainda encanto e magia
Se acreditarmos no filho de Maria
E no Homem… que foi José…
Maria Lucinda F. Gomes Silva Santos, Auxiliar de Acção Educativa
Natal na Moldávia
A República da Moldávia tem as suas tradições muito variadas, ricas e originais, as mais interessantes são relativas aos feriados de Inverno.Na Moldávia, os ortodoxos reúnem-se para celebrar o dia de Natal no dia 7 de Janeiro, enquanto os católicos celebram o Nascimento de Cristo nos dias 24-25 de Dezembro. No dia 7 de Janeiro fazemos um jantar diferente, trocando presentes entre as pessoas mais queridas e mais próximas da família. A árvore de Natal, que simboliza para nós a vida e saúde, também está presente nas casas. Normalmente é uma árvore natural.
Na noite do Fim do Ano, no dia 31 de Dezembro, reúne-se, por fim, toda a família e os amigos para comemorar a passagem do Ano. Nesta noite temos uma tradição especial onde as crianças andam nas casas das pessoas (vizinhos) a cantar "pluguşorul", o canto especial para Ano Novo a desejar às pessoas muita saúde e felicidades para o ano novo que está a chegar, às vezes usando a campainha e, em troca, recebendo doces e dinheiro.
Também temos o Avô Gelo (Moş Crăciun), que simboliza o Inverno e a velhice do ano que está a acabar. É ele que "deixa" os presentes para todos membros da família, com especial atenção as crianças. Há pessoas que se vestem de Avô Gelo. À meia-noite há fogo de artifício e as pessoas brindam ao Ano Novo.
O Ano Novo e o Natal são muito diferentes na Moldávia. Faz muito frio, chega aos 25-30° abaixo de zero, e fica tudo branquinho por causa da neve.
Como há muitos moldavos em Portugal e como estão a habituar-se a uma cultura diferente, passam cá dois Natais: um Natal português e outro moldavo.
Cristina Martnos
12º I
quinta-feira, dezembro 13, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Boas notícias
Livros, claro!
Cá no De Mês em Quando, o Natal é sóbrio, sem excessos, mas obviamente não ficamos de fora e, portanto, aqui vimos fazer sugestões de presentes. E qual será o melhor presente nesta época? Livros, claro. Os livros não se esgotam numa leitura, não passam de moda, são um belíssimo antídoto para a solidão, uma maneira óptima de crescermos, viajarmos, aprendermos e, claro, de nos divertirmos também. É certo que o preço dos livros é o seu único senão. Estão caros, não há qualquer dúvida, mas se pensarmos que o podemos ler uma vez, deixar o pai ou mãe, um irmão ou uma irmã, fazê-lo também, a seguir emprestá-lo a um amigo ou amiga ou colega de escola para depois, se assim o entendermos, a ele voltar, o investimento compensa. O prazer imenso que um livro nos dá compensa logo à partida, já se sabe. Pensem nisto. Um livro é para sempre.
Boca do Inferno, por exemplo
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Nikolaustag
As semelhanças entre o Pai Natal dos tempos modernos e o São Nicolau são algumas: ambos se vestem de vermelho, são amigos das crianças e correm de casa a casa distribuindo alegria e presentes. Não obstante, cada um tem o seu lugar nas festividades de Natal que se aproxima e, nos países mencionados, hoje é um dia de grande alegria.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Texto procura-se

sexta-feira, novembro 23, 2007
Buy Nothing Day
Comemora-se hoje nos Estados Unidos da América e amanhã em todo o mundo o Buy Nothing Day, que numa tradução livre, significa Dia de não comprar. Nestes dias, o apelo está contido na própria designação do dia: não comprar nada é o lema. Não comprar nada parece uma proibição Não faças, não digas, não compres, mas proibições à parte, o objectivo principal é alertar as consciências para o ímpeto consumista, que, do ponto de vista da protecção do ambiente, é um passo mais para a destruição dos recursos e uma fonte inesgotável de lixo e desperdício.Longe das preocupações ambientais, fundamentais para uma atitude responsável face ao mundo em que vivemos, a preocupação centra-se no descontrolo consumista, à mercê do estado espírito e que, para além da satisfação imediata no acto de comprar em estados de espírito sombrios ou crepusculares, nada mais traz. Este impulso foi já considerado como uma desordem passível de ser tratada com fármacos específicos para reduzir a pulsão.
O Buy Nothing Day levanta uma outra questão interessante: e se hoje, em vez de acorrermos aos centros comerciais e lojas, descobríssemos uma forma alternativa de passar o tempo, longe do consumismo? A leitura, por exemplo, ou dar um passeio com os amigos. O mundo inteiro está recheado de alternativas bem mais profícuas e enriquecedoras do que nos encafuarmos em lojas, à procura daquela peça que naquele momento nos parece a melhor, a mais bonita, a absolutamente necessária, mas que, uma vez chegados a casa, não é mais do que apenas mais uma.
Se pensarmos que o Natal está aí à porta e que se tornou por excelência uma época de consumismo desenfreado, destituído de significado, esta será uma óptima altura para pensarmos um pouco mais e reduzirmos os gastos desnecessários. Os comerciantes não gostarão certamente, mas o ambiente e a carteira compreenderão. E se já compraste alguma coisa hoje, lembra-te que a felicidade é grátis e de que não depende do que compramos.
Mais sobre o Buy Nothing Day.
Imagem daqui
quinta-feira, novembro 22, 2007
25 anos do Memorial do Convento

sexta-feira, novembro 16, 2007
quinta-feira, novembro 15, 2007
Festival de Literatura Irlandesa
sexta-feira, novembro 09, 2007
Maioridade
João Ubaldo Ribeiro regressa ao Brasil, para trás a experiência de Berlim e a rua Storkwinkel, a morada berlinense que admite ter-lhe deixado saudades, e brindou-nos com um belíssimo livro, breve, mas prenhe das impressões de um brasileiro em Berlim e que acabaria por emprestar o título à obra.
Kaminer ficou. Berlim torna-se, entretanto, o cadinho fervilhante de que são feitos quase todos os seus livros. Kaminer assume-se como não berlinense no único livro que dedica abertamente à cidade, Ich bin kein Berliner, a paródia evidente a uma das afirmações mais simbólicas do século passado. A dúvida persiste, no entanto, e para saber fica, se este estatuto de forasteiro serve à escrita, à figura pública do escritor ou ao real sentimento de inadaptação que provou ser um dos ingredientes imprescindíveis e de sucesso nas obras de Kaminer, mais ainda se pensarmos que tem intenções de candidatar-se a Burgomestre da cidade.
E Berlim não é cidade mãe, materna e acolhedora. Não tem regaço nem colo. Não nos canta canções de embalar nos crepúsculos agitados. Berlim é o oposto da mãe: dispersa, áspera, desigual, imensa e indiferente. Em Berlim podemos ser anónimos eternamente, um entre muitos na multidão frenética, multicolor, multicultural, lançados à mercê dos humores da sua altivez e intensidade que congrega a ironia e contradição dos acontecimentos históricos e sociais mais transformadores da Europa do século XX. E duma cidade assim, a história inscrita em cada pedra e a espreitar a cada esquina, só podiam brotar muitos livros, possíveis pela comunhão com a cidade que 9 de Novembro de 1989 permitiu.
foto daqui
quinta-feira, novembro 08, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
Pão-por-deus
sexta-feira, outubro 26, 2007
Simpsonizem-se
Marge, Homer, Maggie, Lisa e Bart. Os Simpsons, claro. Quem não os conhece? E quem nunca deu umas boas risadas com as aventuras desta família em Springfield? Além do bom humor e das aventuras, os Simpsons distinguem-se pelo seu aspecto peculiar. Já pensaram se, em vez de sermos assim, como somos, cabelos castanhos, louros ou ruivos, tez clara ou escura, pudéssemos também nós ter aquele aspecto tão único? Foi isso que fiz. Vejam só, não estou aparecida?
Ousem e simpsonizem-se aqui.
quinta-feira, outubro 25, 2007
Receitas de Leitura (2)
Na família Diogo cada vez mais se desenhava diferença de atitude em relação a Carnaval da Vitória. Os dois miúdos tratavam o porco como membro da família. Limpavam o cocó dele, davam-lhe banho e, todos os dias, passavam nas traseiras do hotel a recolher dos contentores pitéus variados com que o bicho se jibóiava.
O suíno estava culto, quase protocolar. Maneirava vénias de obséquio com o focinho e aprendera a acenar com a pata direita, além de se pôr de papo para o ar à mínima cócega que um dos miúdos lhe oferecesse na barriga.
Pai Diogo aferia o porco de maneira diferente. Para ele era tudo carne, peso, contabilidade no orçamento familiar. Indisposto de engolir o peixe frito, os olhos dele bombardeavam direito no porco para um balanço da engorda: «Estás-te a aburguesar mas vais ver o que te espera», e com a mão no pescoço mostrava-se aos filhos na forma de como se corta uma goela, «faca! é o fim de todos os burgueses!».
Manuel Rui, (2007), Quem me dera ser onda, Lisboa, Caminho.
Composição
Quem me dera ser Onda de Manuel Rui é uma novela em torno da existência urbana de uma família em Angola pululante de episódios rocambolescos. Pai, mãe, dois filhos e um porco partilham o sétimo andar do apartamento, mau grado a oposição dos vizinhos.
Indicações
Este livro está indicado para quem gosta de viajar no tempo e no espaço. Recomenda-se no caso de indivíduos com gosto pela fantasia, por prosas coloridas, por metáforas e que sejam atreitos à sedução das leituras que não se esgotam numa primeira vez. É muito bem tolerado por quem tem apreço pelas letras de expressão portuguesa com o calor dos trópicos e a cor da paisagem africana, ainda que urbana.
Precauções
Não se recomenda a indivíduos sem capacidade de dar umas boas risadas ou que tenham alicerces demasiados profundos em quotidianos sombrios e realidades lineares desprovidas de imaginação, humor e sátira. Está desaconselhado para amantes de romances longos. Podem verificar-se pontualmente episódios de ansiedade. Caso comecem a ocorrer sonhos frequentes com o Carnaval da Vitória ou pensamentos inquietantes sobre o seu destino, a leitura deve ser descontinuada imediatamente.
Posologia
Recomenda-se a leitura diária de algumas páginas não se conhecendo efeitos de sobredosagem. Desconhecem-se efeitos secundários de uma segunda ou terceira leitura.
Outras apresentações
Caso tenham sido observadas melhorias com a leitura de Quem me dera ser Onda recomenda-se a incursão em Estórias de Conversa do mesmo autor e em Os da minha Rua de Ondjaki.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Bibliotecas do mundo
E esta estória daria um belíssimo argumento para um filme, dos que nos deixam o coração a sorrir muito depois de abandonarmos a sala de cinema. Contudo, ela é ainda mais bela e comovente porque é real e nos enche o coração de esperança que leva a acreditar que há sempre um caminho e que os livros podem surgir na adversidade para melhorar vidas.
Aqui fica a mais sentida homenagem a quem sem meios, sem nunca ter tido acesso a livros ou a um meio cultural que promovesse o contacto com livros, educação formal e cultura dita erudita, tem no seu âmago a mais bela e tocante das qualidades: uma generosidade tão genuína e abnegada que só pode encher de luz os corações dos amantes de livros neste Dia Internacional das Bibliotecas Escolares. Bem hajam, Seu Carlos e Dona Penha.
quinta-feira, outubro 18, 2007
Destaque
sexta-feira, outubro 12, 2007
Um ano a bloggar
Houve livros com gatos, livros com cidades, cidades com livros
estórias com livros, estórias com música,
talentos da nossa escola,
sugestões de leitura, acontecimentos na escola,
autores e efemérides.
Houve arte, aniversários, prémios Nobel, pessoas,
estivémos cá no Outono, na Primavera e no Verão,
tivémos visitas
e tudo isto envolvido
com dedicação
ao longo de um ano.
quinta-feira, outubro 11, 2007
E hoje é dia....
Prémio Nobel da Literatura
quinta-feira, outubro 04, 2007
Dia do animal
George Bernard Shaw
Dizia Mahatma Gandhi que a grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pelo modo como os seus animais são tratados. Se assim fosse, muito haveria a dizer sobre Portugal e o constante abandono verificado mais evidente nos períodos de férias. Deixo-vos com estas palavras, hoje que se comemora o Dia do Animal.
sexta-feira, setembro 28, 2007
Dos livros na escola
Nós por cá
Comecemos pelo início. O encontro das formadoras e formandas deu-se logo pela manhã do dia 11 de Julho. Fomos recebidos pela Coordenadora da Biblioteca/Centro de Recursos, professora Lurdes Fonseca, que nos levou a conhecer o espaço, bem como as actividades levadas a cabo ao longo do último ano, tendo traçado ainda um breve historial da Biblioteca da Escola. Aqui ficam algumas imagens:


fotos: minhas
Aqui tão perto

Por muito estranho que pareça, temporariamente, a Biblioteca da E. B. 2/3 de Mafra esteve alojada num autocarro. A viagem vai começar. Toca a embarcar...
Então, mas isto não é um autocarro? Lá dentro, a curiosidade aumenta...
Isto parece-me familiar...
Mas os tempos mudaram e a Biblioteca também.
Arejada, cheia de luz, bem rechada de livros, um espaço óptimo de convívio entre os utentes da Biblioteca e os livros
Mas os livros arrumadinhos nas estantes sem ninguém que os manuseie, que os folheie, que os leia são livros mortos e claro que os amantes de livros não querem nunca que tal lhes suceda...
Devolvamos-lhes então a vida!
Fotos: minhas
quinta-feira, setembro 27, 2007
Lá dentro as cidades
se o amor acabasse,
todas as cidades se tornariam ilegíveis.
Teolinda Gersão,(2007), A Mulher que prendeu a chuva, Lisboa, Sudoeste Editora.
sexta-feira, setembro 21, 2007
Literatura em festa

A literatura portuguesa não foi esquecida e um dos momentos altos do festival foi a ovação a António Lobo Antunes, uma manifestação óbvia do entusiasmo e respeito com que um dos nomes grandes das letras portuguesas contemporâneas é recebido além fronteiras. António Lobo Antunes visivelmente emocionado, referiu o papel fundamental da Alemanha na sua matriz, um país ao qual se encontra ligado por via paterna.
Imagem: "Büchertisch" de Hartwig Klappert
quinta-feira, setembro 20, 2007
Cidades que a cidade tem
Cruzo-me com o mais recente trabalho dos Orishas, corro ao encontro de Mi sueño de Ibrahim Ferrer, e acabo por aterrar em O nosso GG em Havana de Pedro Juan Gutiérrez, o livro do escritor que inicia uma nova fase, encerrado que está o ciclo de Centro Habana. E assim é: a Havana dos Orishas não é a de Ibrahim Ferrer, a de Pedro Juan Gutiérrez não é a de Leonardo Padura, a de Zoé Valdés não é a de Ana Menéndez. Cada uma mais áspera do que a outra, mais suave, mais suja ou nostálgica, mas todas são Havana. Se, para Zoé Valdés, Havana é hoje um museu de vítimas complacentes, de oportunistas; para negociantes e turistas ignorantes*, para Pedro Juan Gutiérrez o melhor do mundo é passear pelo Malécon sem rumo, debaixo de um ciclone furioso** e à magia de Havana não fica indiferente Leonardo Padura porque quem conhecer a cidade tem de admitir que possui uma luz própria, a um tempo densa e leve, e um colorido exultante que a distingue entre milhares de cidades do mundo***.E, pese embora a idiossincrasia de Havana, assim são todas as cidades: únicas no olhar de quem por lá passa, tantas quantos os turistas, tão diversas como os viajantes, ímpares como os seus habitantes, tanto mais coloridas quanto os seus artistas e escritores. As cidades são apenas o centro do caleidoscópio colorido por sons e letras de quantos a sentem, vivem e visitam e que, a cada visita, deambulação ou périplo, se transformam num mosaico colorido em permanente mutação.
** Pedro Juan Gutiérrez, (2000), Trilogia Suja de Havana, Lisboa, Dom Quixote.
*** Leonardo Padura, (2005), O Romance da minha vida, Lisboa, Dom Quixote.
quarta-feira, setembro 19, 2007
Aquilino Ribeiro no Panteão Nacional
terça-feira, setembro 18, 2007
Ano Novo, Vida Nova
À semelhança do ano passado, o De Mês em quando vai continuar a dar-vos sugestões,
homenagear autores
ou apenas deixar-vos com uma imagem ou uma citação.
Agora desejo-vos a todos um bom ano lectivo
e, caso tenham sugestões, já sabem onde encontrar-me.
Bom ano e bom trabalho!
terça-feira, setembro 11, 2007
sábado, agosto 25, 2007
E a cultura mais pobre
domingo, agosto 12, 2007
Centenário
Cântico Mundo à
nossa medida
Redondo como os olhos,
E como eles, também,
A receber de fora
A luz e a sombra, consoante a hora
Mundo apenas pretexto
Doutros mundos.
Base de onde levanta
A inquietação,
Cansada da uniforme rotação
Do dia a dia.
Mundo que a fantasia
Desfigura
A vê-lo cada vez de mais altura.
Mundo do mesmo barro
De que somos feitos.
Carne da nossa carne
Apodrecida.
Mundo que o tempo gasta e arrefece,
Mas o único jardim que se conhece
Onde floresce a vida.
Miguel Torga
12 de Agosto de 1907 - 12 de Agosto de 2007
Imagem daqui
sábado, julho 28, 2007
Estação Pateta
Cara Silly Season,Portuguesmente falando, és apenas a Época Pateta. O nome inglês soa melhor, a retinir campainhas, a sibilar de assobios, a festa de guizos. Estrila muito mas significa pouco. Não tenho nada contra as guizalhadas, embora não seja um praticante entusiasta. Mas contra as carneiradas, tenho. Cresci numa saudável rebeldia contra o conformismo. Ora tu, Estação Tonta, és o exemplo mais acabado, retinto, e rebaixado desta tirania do banal que põe todos a dançar ao toque da mesma caixa. Sob a tua aura e protecção campeiam os estagiários de jornalismo, os militantes da chalaça, os bobos de ocasião. E vá de perguntinhas, e vá de expedientezinhos, e vá de entreter o pagode que só quer é rir, à torreira do sol, a sacudir a areia do croquete, enquanto as crianças chilreiam na praia. Pobre enfeitada Sazão Foleira, vê se percebes que, apesar do lastro de alarvidade que a tua teimosia quer preservar, já vai havendo muitos cidadãos que não têm pachorra para sandices.
Mário de Carvalho foi recentemente galardoado pelo romance Um Deus passeando pela brisa da tarde. Um escritor a ler nas férias, por exemplo, ou quando regressarmos à escola, mas definitivamente a ler! Os livros? No sítio do costume, aqui na nossa Biblioteca/Centro de Recursos.
foto: da notícia (Público online)
sexta-feira, julho 13, 2007
A banhos?

Nada disso! Embora não nos importássemos de estar a banhos numa praia paradisíaca a sul e com o sotaque doce da nossa língua, eu e o De mês em quando estamos por cá os dois e assim vamos continuar, até porque esta é a forma de alunos, professores e funcionários não perderem o contacto com a nossa Biblioteca/ Centro de Recursos que, adianto para contar, foi visitado por um grupo em formação. Mas disso darei conta mais tarde... Vão estando atentos.
E serve isto tudo para dizer que, embora com menos frequência do que durante o tempo de aulas, aqui estaremos para dar notícias e aqui estamos para desejar boas férias a quem já está a gozá-las.
sábado, julho 07, 2007
Live Earth
Mais sobre o Live Earth
Imagem daqui
sábado, junho 16, 2007
Bloomsday
Hoje a literatura está na rua em Dublin.16 Junho de 1904, o dia em que se desenrola a acção de Ulisses de James Joyce, é comemorado pelos fãs do escritor também noutros locais do mundo e assinalado com eventos diversos no local do périplo de Leopold Bloom, a personagem central de um dos mais debatidos e famosos romances do século XX. Mais do que uma simples comemoração, o Bloomsday é a prova viva de que as efemérides também se fazem de livros que se tornam vivos e amados, ultrapassam as estantes ou mesas de cabeceira e que podem incluir actividades tão diversas como ouvir a leitura da passagem do romance, uma experiência gastronómica, como tomar um pequeno almoço irlandês ou beber uma Guinness, ou assistir a uma dramatização.
quarta-feira, junho 13, 2007
Homenagem
Lisboa, 13 de Junho de 1888
De sentir com uma alma só
Não ser eu só gente
De muitos, mete-me dó.
Não ter lar, vá. Não ter calma
Está bem, nem ter pertencer.
Mas eu, de ter tanta alma,
Nem minha alma chego a ter.
Fernando Pessoa, Poesias Inéditas
foto: minha
terça-feira, junho 05, 2007
Mais talentos
Corvos estivam o teu olhar
Esvoaças distante
O sol imigrou - hemisfério lunar
A lua arde - sussurro cortante
Ouvem-se passos de um sonhador
Sente-se o oceano inquieto
Avistam-se ruas de antigo futuro
Acham-se reflexos perdidos
O vento toca-me a face
Anunciando a tua chegada
Num monólogo resumido
E sigo o teu rasto
E sigo as pegadas
E guardo o teu beijo
Ana Margarida Cardoso, 11º I
segunda-feira, junho 04, 2007
Junho é mês de Lisboa
Com pressa ou distraídos pelas ruas
Ao virar da esquina de súbito avistamos
Irisado o Tejo:
Então se tornam
Leve o nosso corpo e a alma alada
Sophia de Mello Breyner Andresen
foto: minha








